DIAGNÓSTICO SOCIOTERRITORIAL APONTA OS PROBELMAS DO EXTREMO SUL

Pré-conferência da assistência social Extremo sul aconteceu na sede da AJURIS. FOTO: Matheus Piccini/LB
Pré-conferência da assistência social Extremo sul aconteceu na sede da AJURIS. FOTO: Matheus Piccini/LB

    No dia 5 de agosto , às 14h, a Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (AJURIS) recebeu a "Pré-conferência da assistência social no extremo-sul", que é o foro municipal onde ocorre a construção e reflexão acerca da política municipal de assistência social. A comunidade da região, presente em peso, dividiram-se em 3 grupos, cada um responsável por um eixo de discussão, dentro do tema proposto que é " A assistência Social: Direito do Povo com Financiamento Público e Participação Social".
    Durante o encontro foi apresentado o diagnóstico socioterritorial do extremo-sul. A Doutora em psicologia e Pós-doutora em educação, Lirene Finkler detalhou o estudo durante a pré-conferência e apontou que, a partir do diagnóstico, foi possível encontrar as vulnerabilidades e os riscos presentes nos oito bairros (Belém Novo, Ponta Grossa, Boa Vista do Sul, Lami, São Caetano, Legado, Chapéu do Sol e Extrema) que compõem o extremo-sul de Porto Alegre.
O diagnóstico apresenta números e informações extremamente importantes para a melhoria das políticas assistenciais na região. Foram realizadas entrevistas com 68 famílias, 106 crianças (13 grupos do SCFV - Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos), 48 adolescentes dos TE e Projovem, 19 idosos do SCFV, 2 comunidades indígenas somando 13 participantes, 24 trabalhadores da Rede de Proteção e mais 26 profissionais através de questionário online, totalizando 348 pessoas entrevistadas.
    Lirene destaca que o objetivo, que é olhar para a realidade de cada bairro do extremo-sul, foi feito de uma forma coletiva e participativa incorporando a rede de assistência social, trabalhadores e usuários. A psicóloga ainda aponta que é importante saber a história e as características dos territórios. Por exemplo - "o extremo-sul de Porto Alegre tem muita desigualdade social." Segundo o Censo de 2010, 25% tem uma renda média ou alta e os outros 75% recebem um salário mínimo ou menos, ou até mesmo, não possuem renda.
Depois das entrevistas e das reuniões realizadas, se chegou a um consenso das vulnerabilidades e riscos presentes na região do extremo-sul. Confira na tabela abaixo: