FPDD realiza reunião no Belém Novo

Estação de tratamento de esgoto em Belém Novo. Foto: Felipe Farias/LB
Estação de tratamento de esgoto em Belém Novo. Foto: Felipe Farias/LB

    No dia 3 de maio, aconteceu no Salão Paroquial Nossa Sra. de Belém a reunião da Frente Parlamentar em Defesa do Departamento Municipal de Água e Esgoto (FPDD), sendo o foco da discussão o sucateamento do departamento e as consequências que isso trouxe para os consumidores.
    Estiveram presentes na reunião mais de 40 pessoas, entre membros da comunidade, conselheiros do Orçamento Participativo (OP) da região, funcionários do DMAE e vereadores da cidade. Os moradores de Belém Novo e região apontaram problemas como a dificuldade e demora do atendimento através do número 156 (Atendimento ao Cidadão), a demora do DMAE em realizar reparos, serviços precários executados por empresas terceirizadas e a falta de investimento no sistema que abastece a região. Na mesma reunião foi mencionado que o DMAE levantou 5 alternativas para a melhoria do Sistema Belém Novo, sendo uma delas a ampliação da atual Estação de Tratamento de Água (ETA) Belém Novo e outra a construção da nova ETA Ponta do Arado.
    O engenheiro do DMAE, Marcos Calvete relatou também sobre a grande redução de equipes e do número de trabalhadores do departamento que atendem as ocorrências nas ruas, e que as equipes terceirizadas não têm a mesma qualidade de serviços dos empregados do DMAE, sendo estes os principais motivos da demora nos reparos. Hoje, mais de 50% dos cargos no DMAE estão vagos.
    A auditora técnica do Tribunal de Contas do Estado (TCE), presente na reunião, mencionou que é muito importante que as comunidades de moradores afetadas pelos serviços de água e esgoto apresentem informações ao TCE como protocolos de reclamações ou relatos sobre obras e consertos. Calvete apresentou durante a reunião os méritos e prejuízos que o departamento vem acumulando desde o começo da gestão do prefeito Nelson Marchezan, em 2016. O DMAE, que já foi reconhecido como exemplo de bom funcionamento pela ONU em 2006, chegou em 2019 enfrentando o sucateamento devido a falta de investimentos, de servidores e de intervenções desnecessárias da prefeitura. Os investimentos que chegaram a 25% entre os anos de 2007 e 2016, segundo Calvete, caíram para 12% em 2017. O engenheiro ainda lembra que o DMAE possui uma das menores tarifas sobre o consumo de água do Brasil, entre as capitais, e que o departamento é superavitário, ou seja, o DMAE gasta menos do que recebe assim, gerando lucro.